O Setor Mais "Sexy" da Europa e a Vergonha dos 2,5 Euros: A Estratégia da APICCAPS Exposta
A APICCAPS, um dos sindicatos dos empresários, tem-se esforçado por projetar a imagem do setor do calçado português como o mais sexy da Europa. Mas a realidade que esconde por trás desta campanha de marketing é vergonhosa:
Ao mesmo tempo, a APICCAPS investe em eventos internacionais, como a Neonyt/Shoes em Düsseldorf e o Prémio de Calçado Português com a London College of Fashion, desviando a atenção das péssimas condições laborais do setor.
Mas quem está por trás desta estratégia? Não é apenas a APICCAPS como instituição. São os seus dirigentes, os rostos reais da exploração no setor do calçado.
A APICCAPS lança campanhas que promovem um setor moderno e inovador, enquanto mantém práticas laborais arcaicas. O "Prémio de Calçado Português" pretende atrair designers internacionais para desenvolverem as suas coleções em fábricas portuguesas, mas não fala sobre as condições laborais dos operários que as produzem.
No entanto, a mesma APICCAPS que se preocupa com a inovação e sustentabilidade, permite que os seus associados pratiquem represálias contra trabalhadores sindicalizados e recorram a contratos precários para manter baixos os custos laborais. Como pode a APICCAPS receber milhões em fundos públicos para promover um setor que mantém os seus trabalhadores na pobreza?
Não basta culpar a APICCAPS como um todo. Os responsáveis por perpetuar esta exploração têm nomes e cargos bem definidos. São estes os dirigentes que aprovam, promovem e executam as estratégias que impedem o progresso dos trabalhadores:
Mas há um nome que se destaca como figura-chave nos bastidores da APICCAPS: Manuel Carlos Costa da Silva.
Manuel Carlos Costa da Silva desempenhou papéis centrais como Diretor-Geral e Presidente Executivo da APICCAPS, acumulando poder nos bastidores durante décadas. Atualmente, é Presidente não Executivo da APICCAPS e Vice-Presidente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal). Sob a sua influência:
Se o setor do calçado recebe 140 milhões de euros ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), quantos destes dirigentes beneficiam diretamente desses fundos? Como é possível que empresários associados à APICCAPS sejam acusados de práticas antissindicalistas e continuem a receber apoios públicos?
Nos próximos meses, os trabalhadores vão reivindicar diretamente em frente às empresas dos dirigentes da APICCAPS. Vamos expor publicamente quem são os verdadeiros culpados por décadas de exploração no setor do calçado.
📢 Onde iremos atuar?
Chega de esconderem-se atrás de discursos bonitos e campanhas de marketing! Os trabalhadores sabem quem são os culpados e vão enfrentá-los diretamente!
O setor do calçado é um dos mais lucrativos e respeitados internacionalmente, mas os trabalhadores continuam a ser tratados como descartáveis.
Agora, a escolha está nas mãos de cada trabalhador: aceitar mais um ano de estagnação ou juntar-se à luta por um contrato coletivo que verdadeiramente reflita o seu valor.
A APICCAPS pode continuar a investir milhões em eventos internacionais e campanhas publicitárias, mas sem os trabalhadores, não há indústria, não há inovação, não há calçado português de excelência.
Se a APICCAPS afirma estar comprometida com um setor inovador e justo, então que publique imediatamente a lista das empresas que receberam dinheiro público e os valores exatos que cada uma recebeu. Até lá, só podemos assumir que têm algo a esconder.
É hora de os trabalhadores se unirem e reivindicarem o reconhecimento e as condições que merecem.
Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins
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