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Trabalhadores Vs. Elites: O Legado de Manuel Carlos Costa da Silva na APICCAPS

Trabalhadores Vs. Elites: O Legado de Manuel Carlos Costa da Silva na APICCAPS

Manuel Carlos Costa da Silva: Será o Nome por Trás da Crise no Setor do Calçado?

O setor do calçado português, tão celebrado pelas suas exportações e qualidade, esconde uma realidade sombria. Por trás do brilho dos sapatos de luxo e dos prémios internacionais, trabalhadores enfrentam salários mínimos, subsídios de alimentação miseráveis de 2,5 euros por dia e uma resistência sistemática à negociação coletiva. No centro desta disfunção, segundo muitos trabalhadores e empresários, está Manuel Carlos Costa da Silva, uma figura silenciosa, mas poderosa, que há décadas move os cordéis da APICCAPS — a associação patronal que representa (ou deveria representar) os interesses do setor.

Quem Decide nos Bastidores?

Com um histórico de décadas na APICCAPS, onde desempenhou papéis centrais como Diretor-Geral e Presidente Executivo, Manuel Carlos Costa da Silva consolidou o seu poder como estratega e influenciador máximo da associação. Hoje, ocupa a posição de Presidente não Executivo da APICCAPS e é também Vice-Presidente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), o que lhe confere um alcance que ultrapassa os limites do setor do calçado.

Muitos veem nele um operador eficiente nos bastidores, mas a que custo? Sob a sua liderança direta ou indireta, o setor tem assistido a uma estagnação na melhoria das condições laborais, enquanto milhões de euros de subsídios públicos — dinheiro dos impostos de todos nós — continuam a beneficiar um pequeno círculo de interesses.

Uma Liderança que Falha aos Trabalhadores e Empresários

Manuel Carlos Costa da Silva pode não ser o único responsável, mas a sua influência na APICCAPS não pode ser ignorada. Enquanto as decisões de fundo parecem ser tomadas por ele nos bastidores, figuras como Luís Onofre, presidente da APICCAPS, e outros dirigentes, permanecem numa postura de aparente passividade. Muitos acreditam que agem como executores de uma estratégia que beneficia apenas uma elite empresarial, deixando trabalhadores e pequenos empresários à margem.

A falta de negociação coletiva, o bloqueio a um contrato de trabalho mais justo e a perpetuação de condições indignas levantam uma questão essencial: Quem é que a APICCAPS realmente representa?

Subsídios Públicos, Precariedade Privada

O setor do calçado recebe milhões de euros em apoios públicos, mas onde está o retorno para os trabalhadores que fazem desta indústria um sucesso global? A gestão destes recursos levanta dúvidas, especialmente quando as melhorias prometidas no setor parecem beneficiar sempre os mesmos. Para muitos, esta é a marca deixada por Manuel Carlos Costa da Silva: eficiência na captação de subsídios, mas um silêncio ensurdecedor no que diz respeito a assegurar condições dignas de trabalho.

Uma Crise de Representatividade

O modelo atual da APICCAPS está a ser cada vez mais contestado. Trabalhadores e empresários estão a perder a paciência com uma associação que, em vez de defender os interesses de todos, parece perpetuar desigualdades e privilegiar apenas alguns. A influência de Manuel Carlos Costa da Silva neste sistema é vista por muitos como um dos principais obstáculos à mudança.

Se o setor quer progredir, é preciso coragem para questionar este modelo e exigir uma APICCAPS que represente verdadeiramente os interesses do setor — e não de uma elite restrita.

Apelo à Mudança: Chegou a Hora de uma Nova Visão

O setor do calçado não precisa de continuar refém de uma liderança que não ouve os seus trabalhadores nem responde às necessidades dos empresários. A solução passa pela união de todos aqueles que acreditam que o progresso deve beneficiar a maioria e não apenas alguns. É hora de os empresários e trabalhadores que não se reveem na APICCAPS considerarem a criação de uma nova associação patronal, que valorize o trabalho digno e a representatividade.

Um Nome, Uma Estrutura, Uma Oportunidade de Mudança

A APICCAPS, sob a influência de Manuel Carlos Costa da Silva, tem mantido um modelo que falha aos trabalhadores e ignora muitos empresários. Mas esta estrutura não é imutável. Chegou a hora de questionar, de exigir, de mudar. Trabalhadores e empresários juntos têm o poder de abalar os alicerces de um sistema que já não serve ninguém — a não ser os poucos que o controlam.

Portugal merece um setor do calçado mais justo, mais digno e mais representativo. Para isso, é essencial expor a verdade e, acima de tudo, exigir mudança. Manuel Carlos Costa da Silva pode ter sido o arquiteto deste modelo, mas são os trabalhadores e empresários que têm o poder de construir um novo futuro.


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