O problema no setor do calçado, é a falta de mão de obra - Apiccaps
O problema no setor do calçado, é a falta de mão de obra - Apiccaps
Salientando que, "em 2021, as exportações do calçado português cresceram 16%, o dobro das exportações mundiais", e que "o primeiro semestre de 2022 foi o melhor de sempre no setor do calçado", a Fesete e os seus sindicatos "consideram a atitude negocial da Apiccaps uma afronta e insulto aos trabalhadores" do setor, acusando a associação de tentar "impor o retrocesso social nos direitos laborais e a fixação do salário mínimo nacional aos trabalhadores".
A Apiccaps "não negoceia em público", "exige em privado"!
Quais as propostas que a Apiccaps quer que aceitemos, em troca de 4.5 euros de subsídio de almoço e descongelamento das carreiras ![]()
Suspender durante 3 anos a progressão profissional de 3ª, 2ª e a 1ª na admissão de novos trabalhadores em regiões de escassez de trabalhadores;
Reduzir de 75% para 50%, o acréscimo a pagar aos trabalhadores pelas horas da adaptabilidade não compensadas, bem como reduzir a comunicação prévia de 7 dias para 3 dias úteis;
Reduzir os acréscimos pagos pelo trabalho suplementar em 50%, face ao que está no CCT;
Alterar a norma do CCT que garante o pagamento do 13º mês, aumentando as situações em que o pagamento é proporcional e condicionado pelo número de faltas justificadas;
Alterar a norma do CCT que regula a penalização por faltas injustificadas, aumentando o corte no salário ou nas férias;
A criação de um novo regime de 2 turnos, com um horário de 12 horas por dia.
Relembramos que a Apiccaps mantém os trabalhadores com um subsídio de alimentação de 2.5 euros há 10 anos! - Isto não pode estar certo ou pode?

